Laser Intravaginal... O que você precisa saber!

A vagina é composta por 4 camadas de tecido, desde uma mucosa superficial até um tecido de sustentação mais profundo formado por colágeno. A mucosa vaginal tem muitas funções, como: absorção, secreção, proteção e resposta a estímulos. Todas essas funções dependem da integridade e constituição dessa mucosa que por sua vez é influenciada pelos níveis de estrogênio (Tadir, et al., 2017).

Com o advento da menopausa, muitos sintomas vão surgindo decorrentes do hipoestrogenismo (diminuição dos níveis de estrogênio). Os principais sinais e sintomas aparecem na vulva (genitália externa da mulher), no sistema urológico e na função sexual e estão descritos na Síndrome Genitourinária da Menopausa. São eles:

- Atrofia vulvovaginal (mucosa torna-se pálida, diminuição dos lactobacilos que garantem a manutenção de um PH satisfatório, diminuição da lubrificação, tendência a fissuras);
- Secura vaginal;
- Queimação;
- Irritação;
- Desconforto ou dor na relação sexual;
- Urgência e dor para urinar e infecções recorrentes de bexiga.

Pelo advento de tecnologias não-invasivas baseadas em energia e a impossibilidade de algumas mulheres quanto ao uso de TRH (terapia de reposição hormonal), o laser intravaginal surgiu como uma possibilidade de tratamento para esse quadro de:
- HIPOESTROGENISMO;
- INCONTINÊNCIA URINARIA DE ESFORÇO (perda involuntária de urina decorrente de um esforço como tosse, espirro), e;
- FROUXIDÃO VAGINAL (alargamento do intróito e canal vaginal decorrente de partos normais que causam diminuição da sensibilidade e consequente falta de orgasmo).

COMO O LASER ATUA NO TECIDO VAGINAL?

Quando o laser entra no tecido ele atinge um alvo (cromóforo) que no tecido vaginal é água e causa um fenômeno conhecido como fototermólise seletiva. Acontece um aquecimento nesse tecido que gera uma cascata de alterações no metabolismo celular, resposta ao choque térmico.

No tecido atingido pelo laser, acontece a formação de novos vasos sanguíneos (melhora a lubrificação e a nutrição tecidual), aumento do glicogênio (PH diminui e protege contra infecções) e estimulação de novo colágeno (melhora do suporte das estruturas e do canal vaginal). A mucosa passa de um estado atrófico para um estado saudável como na pré-menopausa.

São recomendadas, em média, 3 sessões com intervalo mensal. Os artigos científicos tem mostrado eficácia de até 18 meses. Como o tratamento é seguro e não-invasivo, no retorno dos sintomas, pode-se repetir uma sessão para manter os benefícios na mucosa vaginal. Além disso, quando comparado ao uso tópico de estrogênios, seus resultados tem se mostrado superiores (Gaspar, et al., 2017).

É indispensável a avaliação da musculatura do assoalho pélvico pelo seu Fisioterapeuta, afinal, uma boa função urinária, sexual e anorretal também depende dos músculos dessa região. O laser intravaginal não atua na musculatura.

Em parceria com a equipe médica do IDEL - Instituto Dermatológico e Laser, ginecologistas e dermatologistas, nossas pacientes podem ter essa tecnologia ao seu alcance. Se tiver interesse, preencha o formulário abaixo e entraremos em contato por telefone para agendamento. É necessário estar em dia com suas consultas ginecológicas.

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